Existem 7 tipos de plástico — cada um com características únicas e diferentes possibilidades de reciclagem.
Anos para uma garrafa PET se decompor na natureza
Do plástico produzido no Brasil é reciclado — há muito espaço para crescer
De economia de energia ao reciclar PET em vez de produzir virgem
De garrafas PET são descartadas por minuto no mundo inteiro
O plástico é um dos materiais mais presentes no nosso cotidiano — e também um dos mais problemáticos quando descartado incorretamente. Ele polui rios, mares e solos, prejudica animais e pode levar séculos para se decompor.
No Brasil, o PET é o tipo de plástico com maior taxa de reciclagem (cerca de 58%), puxado pela indústria de bebidas. Porém, os demais tipos ainda têm índices muito baixos, revelando uma grande oportunidade tanto ambiental quanto econômica.
Todo plástico tem um número de identificação (1 a 7) geralmente marcado com o símbolo de reciclagem. Saiba o que cada um significa.
O mais reciclado do Brasil. Vira fibra têxtil, tapetes, novas garrafas.
♻️ Amplamente recicladoAlta resistência. Vira tubos, baldes, bancos de praça e madeira plástica.
♻️ Amplamente recicladoDifícil de reciclar e libera substâncias tóxicas. Poucos centros aceitam.
⚠️ Reciclagem difícilAceito em pontos específicos. Vira sacos de lixo e embalagens industriais.
⚠️ Pontos específicosResistente ao calor. Vira peças automotivas, utensílios e fibras.
♻️ RecicladoLeve e volumoso, dificulta transporte. Aceito em ecopontos especializados.
⚠️ Reciclagem limitadaMistura de plásticos ou tipos especiais. Na maioria das vezes não é reciclável.
🚫 Raramente recicladoDo descarte correto à nova embalagem, o plástico percorre um longo caminho de transformação.
O plástico é separado na fonte — em casa, empresas ou ecopontos — e encaminhado para cooperativas ou galpões de triagem.
Os plásticos são separados pelo número de identificação (1 a 7) e por cor, pois cada tipo tem processo e valor diferentes.
O material é lavado para retirar resíduos, rótulos e contaminantes que podem comprometer a qualidade do reciclado.
O plástico é moído em flocos ou grânulos menores, chamados flake, que facilitam o transporte e o processamento.
Os grânulos são fundidos em extrusoras a altas temperaturas e transformados em resina reciclada ou novos pellets plásticos.
A resina reciclada vira novas embalagens, roupas, tapetes, peças automotivas, madeira plástica e muito mais.
O mercado de reciclagem de plástico movimenta bilhões no Brasil e oferece oportunidades em toda a cadeia, do catador à indústria.
O valor varia muito por tipo: PET transparente e PEAD natural alcançam os melhores preços. Plásticos misturados valem bem menos.
Grandes empresas como Ambev, Coca-Cola e Natura utilizam plástico reciclado em suas embalagens, criando demanda constante pelo material.
Reciclar 1 tonelada de PET evita a emissão de 1,5 t de CO₂ e economiza até 75% da energia em relação à produção com petróleo virgem.
O setor emprega mais de 800.000 catadores no Brasil. Para muitas famílias, a coleta de plástico representa a principal fonte de renda.
A reciclagem de plástico oferece diversas formas de geração de renda, do catador autônomo ao empreendedor.
Coleta PET, PEAD e PP em residências, comércios e eventos. O PET transparente é o mais valorizado e fácil de comercializar.
Até R$ 3,50/kgPermite coletar e vender em maior volume, com melhor preço. Em Campos, cooperativas recebem plástico limpo e seco separado por tipo.
Renda coletivaTransformar plástico reciclado em madeira plástica para móveis, bancos e cercas. Produto com alto valor agregado e mercado crescente.
Alto valor agregadoGarrafas PET e embalagens plásticas viram vasos, luminárias, brinquedos e peças decorativas — vendáveis em feiras e plataformas online.
Baixo custo inicialSaiba onde descartar plástico corretamente na cidade e como participar da cadeia de reciclagem local.
Assista a vídeos educativos sobre o processo, os tipos de plástico e as oportunidades de renda.
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Verifique o número no fundo da embalagem (1 a 7) para saber o tipo de plástico antes de descartar.
Lave e seque as embalagens antes de descartar. Plástico sujo contamina todo o lote e pode ser rejeitado.
Tampinhas devem ser separadas da garrafa — elas são de plástico diferente e têm coleta própria.
Amasse as garrafas PET para reduzir o volume e facilitar o transporte e armazenamento.
Não misture plásticos sujos com alimento, óleo ou produtos químicos — eles contaminam todo o material.
Sacolas plásticas não vão na coleta comum — leve aos coletores específicos em supermercados.