As cartelas de remédios combinam plástico e alumínio — um desafio para a reciclagem convencional, mas com soluções inovadoras e solidárias já disponíveis no Brasil.
Blisters descartados por ano no Brasil — um dos resíduos farmacêuticos mais gerados no país
Materiais diferentes em uma única cartela: plástico PVC e alumínio — o que dificulta a reciclagem comum
Do alumínio e do plástico dos blisters são recuperáveis no processo de reciclagem especializado
O programa Blister Solidário já financiou milhares de cadeiras de rodas e equipamentos para pessoas com deficiência
Blister é o nome técnico das cartelas de medicamentos — aquelas embalagens com bolhas plásticas individuais para cada comprimido ou cápsula, cobertas por uma folha de alumínio na parte traseira. São amplamente usadas na indústria farmacêutica por proteger os medicamentos da umidade, luz e contaminação.
O problema é que a combinação de dois materiais diferentes — PVC ou PET na frente e alumínio atrás — torna o blister incompatível com a coleta seletiva convencional. Não é aceito nas cooperativas comuns nem no lixo reciclável. Ele precisa de um processo de reciclagem especializado que separa os dois materiais antes de reaproveitá-los.
Cada cartela de remédio é uma combinação de materiais nobres que precisam ser separados para serem reciclados adequadamente.
A parte transparente que forma as bolhas dos comprimidos. Geralmente PVC (Policloreto de Vinila) ou PET. É separado mecanicamente no processo de reciclagem.
♻️ RecuperávelA folha metálica que sela os comprimidos na parte traseira. Alumínio de alta qualidade, recuperado no processo de reciclagem e reaproveitado pela indústria metalúrgica.
♻️ Alto valorRótulos e impressões com informações do medicamento. Removidos durante o processo de limpeza antes da separação dos materiais principais.
⚠️ Removido no processoO Blister Solidário é um programa brasileiro que transforma a reciclagem de cartelas de remédios em impacto social. Os blisters coletados são reciclados e a renda gerada financia equipamentos de mobilidade e acessibilidade para pessoas com deficiência.
Quantidade de blisters necessária para financiar uma cadeira de rodas para uma pessoa com deficiência
De cadeiras de rodas, andadores e equipamentos ortopédicos já doados pelo programa em todo o Brasil
O programa está presente em farmácias, hospitais, clínicas e escolas de todo o Brasil — e pode chegar a Campos
Qualquer pessoa pode participar — basta entregar as cartelas vazias nos pontos de coleta cadastrados no programa
Os blisters aparecem em diferentes formatos e materiais na indústria farmacêutica e de consumo.
O mais comum. PVC + alumínio. Aceito no Blister Solidário e em pontos de coleta de farmácias parceiras do programa.
♻️ Blister SolidárioCombinação de plástico e papelão. O plástico pode ser separado manualmente. As pilhas têm coleta obrigatória em separado.
⚠️ Separar componentesGeralmente PET + papelão. Podem ser separados manualmente — o plástico vai para reciclagem de PET e o papelão para papel.
⚠️ Separar manualmenteVariação do blister farmacêutico. Mesma composição PVC + alumínio. Pode ser entregue nos mesmos pontos de coleta do blister solidário.
♻️ Pontos específicosGeralmente papel + plástico fino. Podem ser separados e encaminhados para reciclagem de papel e plástico convencionais.
⚠️ Separar materiaisPlástico alimentar sem alumínio — mais fácil de reciclar. Verifique o número do plástico (geralmente PET ou PP) e descarte no ponto correto.
♻️ Mais fácilA reciclagem de blisters farmacêuticos exige tecnologia específica para separar o plástico do alumínio de forma eficiente.
Os blisters são coletados em pontos específicos — farmácias, hospitais, clínicas e pontos do Blister Solidário — separados de outros resíduos.
As cartelas são compactadas em fardos para facilitar o transporte até as unidades de reciclagem especializadas em embalagens multicamadas.
Os fardos são triturados em fragmentos pequenos que misturam partículas de plástico e alumínio — preparando para a separação.
Técnicas de separação por correntes de ar ou soluções salinas separam o alumínio (mais denso) do plástico (menos denso) com alta eficiência.
O alumínio vai para fusão e produção de ligas metálicas. O plástico PVC vai para extrusão ou coprocessamento em fornos de cimento.
O alumínio reciclado volta à cadeia metalúrgica. O plástico vira peças industriais ou é usado como combustível alternativo em fornos industriais.
Apesar de ser um material complexo, o blister tem valor econômico real — especialmente pelo conteúdo de alumínio, que representa cerca de 35% da embalagem.
O alumínio extraído dos blisters tem o mesmo valor de mercado do alumínio convencional reciclado. Uma tonelada de blisters gera cerca de 350 kg de alumínio puro.
O PVC dos blisters é frequentemente encaminhado para coprocessamento em fornos de cimento — onde substitui combustível fóssil e é completamente aproveitado sem gerar resíduo.
Cada tonelada de blisters reciclados evita o descarte de uma embalagem que levaria séculos para se decompor, recupera alumínio de alta qualidade e evita a extração de bauxita virgem.
O Blister Solidário converte o valor econômico dos blisters diretamente em equipamentos de acessibilidade — uma das formas mais diretas de transformar resíduo em impacto social mensurável.
Mais do que renda financeira direta, os blisters oferecem oportunidades de impacto social e econômico indireto por meio de campanhas e programas solidários.
Farmácias que aderem ao Blister Solidário atraem mais clientes engajados com sustentabilidade e fortalecem sua imagem de responsabilidade ambiental.
Marketing sustentávelEscolas organizam coleta de blisters como projeto de educação ambiental, envolvendo alunos e famílias. O material é doado ao Blister Solidário.
Impacto educativoEmpresas implantam coletores de blisters como parte do programa de sustentabilidade. Gera relatórios de impacto ambiental e social para ESG.
Relatório ESGCooperativas que investem em equipamentos de separação plástico-alumínio podem comercializar os materiais separados com margens superiores ao blister inteiro.
Maior margemSaiba onde descartar suas cartelas de remédio em Campos e como participar ou criar uma iniciativa de coleta na sua comunidade.
Conheça o programa Blister Solidário, veja como funciona a reciclagem de cartelas de remédios e saiba como criar um ponto de coleta na sua cidade.
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Guarde as cartelas vazias em uma caixa ou sacola seca. Não é necessário lavar — basta garantir que estejam vazias.
Certifique-se de que todos os comprimidos foram retirados antes de descartar. Comprimidos esquecidos podem contaminar o lote.
Não misture blisters com outros recicláveis comuns — eles contaminam o processo e serão rejeitados nas cooperativas convencionais.
Os remédios em si têm descarte separado — leve os medicamentos vencidos ou não utilizados ao ponto de descarte de medicamentos.
Localize o ponto de coleta do Blister Solidário mais próximo em campos pelo site blistersolidario.com.br.
Divulgue para amigos e familiares — especialmente idosos, que usam mais medicamentos e geram mais blisters diariamente.